segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Resenha de Filme: A Boa Mentira

Sempre gostei destes tipos de filmes que nos permitem conhecer outras culturas e histórias que talvez nunca tivéssemos contato se não fosse por eles. Filmes que, quando os assistimos nos fazem sentir gratidão pelas coisas que já conquistamos e, ao mesmo tempo nos fazem querer compartilhá-las e, de alguma forma ajudar pessoas que não tem as mesmas oportunidades que nós. A Boa Mentira é este tipo de filme - que nos emociona e nos cativa, que nos abre os olhos e que, de certa forma, nos faz querer ser melhor.

Primeiramente, não se engane, na minha opinião não deveria ter a cara da Reese Witherspoon na capa do filme - e eu gosto dela, mas essa história é muito maior que o papel da atriz, e começa muito antes de ela aparecer.

O filme retrata a história de crianças refugiadas do Sudão, que perderem seus pais e suas vilas para a guerra do país. Os irmãos Deng junto a algumas outras crianças sudanesas seguem uma cansativa e mortal jornada até chegar a um campo de refugiados, onde permanecem por 13 anos até terem a sorte de conseguir imigrar para os Estados Unidos e construir uma vida nova e com mais oportunidades. Na cidade para onde foram designados conhecem Carrie (Witherspoon) que é a pessoa contratada para arranjar-lhes emprego, e, aos poucos, vão construindo uma bela amizade.

O filme é muito bonito em todas as suas partes. Na primeira, na áfrica, onde conhecemos a história das crianças, um pouco de sua cultura e o que precisaram fazer para conseguir sobreviver as más condições de vida no país. Na segunda parte, nos Estados Unidos, nos deparamos com cenas engraçadas sobre a adaptação dos garotos em um mundo totalmente diferente do que estavam costumados. Somos apresentados a beleza dos dois lugares e, embora acreditemos que, nos EUA eles possam ter melhores condições de vida, fica claro também o amor que sentem pelo seu país de origem e em como isso os afeta durante a adaptação. Além de tudo, o final ainda é espetacular - vai ser a parte em que entendemos a relação do título do filme com a história. É bonito, é triste, é real e surpreendente, assim como o filme todo. 



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